“Afinal, eu bem que tentei consertar meu relacionamento com algumas pessoas e só ganhei mais e mais poses e menos e menos verdades.
Ainda que doa deixar algumas pessoas morrerem, se agarrar a elas é viver mal assombrado.”Tati Bernardi.
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“Meu Deus, afasta de mim os venenos diários de quem não acrescenta, só diminui.”
- Caio Fernando Abreu.
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“Tão difícil deixar fluir. Mas é o que precisa ser feito agora. Virar barquinho, mesmo. Relaxar e observar o caminho, a paisagem, perceber minha respiração sempre tão junta da respiração do meu pequenino. E assim vamos fluindo, juntos. Correnteza leve, por favor. Que não estamos assim muito prontos pra grandes tormentas. Tá tudo bem na verdade. É só uma questão de se encontrar. Porque as vezes eu me perco e fico me procurando, e não me acho. Mas quem sabe assim, deixando que a água vá me levando, não dá certo, né? Deus dará…”
- Caio Fernando Abreu.
Fim de tarde. Dia banal, terça, quarta-feira. Eu estava me sentindo muito triste. Você pode dizer que isso tem sido freqüente demais, ou até um pouco (ou muito) chato. Mas, que se há de fazer, se eu estava mesmo muito triste? Tristeza-garoa, fininha, cortante, persistente, com alguns relâmpagos de catástrofe futura.
- CFA
“Aquela sensação de que nada daria jamais certo, que todos os esforços seriam para sempre inúteis, e coisa nenhuma de alguma forma se modificaria.”
Caio F.
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“Aquele amor não-retribuído que aos poucos vai virando veneno, desejo de vingança, rancor e mágoa.”
Caio F.
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(Source: bibsnunes)
E dentro dela gritava alto que alguma coisa se modificara. Não tinha mais aquela vontade louca-deseperada de chorar, sentia só uma melancolia sem tamanho, a falta de si mesma. Mas estava acostumando e voltando ao seu estado normal. Não sentia mais coisas desesperadas, urgências descabidas. Voltava a gostar de estar sozinha novamente, de fazer suas coisas sozinha. Era o sinal que tanto temia, que há muito apontava e se recusava a ver. A dor que antes sentia, não lateja mais.
“É estranho quando as coisas simplesmente têm de terminar. É o estágio onde todos os sentimentos já evoluíram para um nada. É o nada que você optou para parar de sentir dor. No início você briga, chora, faz drama mexicano. Então percebe que é cansativo demais manter esse jeito de levar as coisas. Acostuma-se… Não que pare de doer, mas que cai no seu entendimento que às vezes perdemos algo e não há solução. No fim você coloca um sorriso no rosto e finge que é sincero, até que a vida o faça realmente ser. Talvez os amores eternos sejam amenos e os intensos, passageiros. É isso.” CFA.